domingo, 20 de novembro de 2011

Espelho

                


Não sabia o caminho a seguir
Apenas tinha uma certeza
Que a direção a ser seguida era seu coração
Cada sonho, nascido de delírios
Procurando não se sabe o quê

Atenta ao que via, percebia nuances
Mas não se entregava às ilusões
Essas poderiam ser caminhos perigosos para a alma
Estradas sinuosas que a vida nos prega

Mais adiante, um lago...e n'ele, espelho

Refletido seu eu, deixou exalar sua essência mulher
As folhas estavam sêcas ao chão
O tempo seguia em frente
A tarde era de outono, e era pra sempre
A cor era de um tom rosado
O vento era melodia em sua imaginação

E quando se encarou verdadeiramente
As lágrimas rolavam na face
Mas ao caírem ao chão, tranformavam-se em cristais

Os olhos negros eram seu próprio espelho
Sua própria imagem, distorcida talvez
Mas uma obra de arte em cores
Cheia de si, compreendia enfim sua caminahda
Percebeu então que...
Sua imagem refletida era a obra-prima da vida.

R. Carvalho

2 comentários:

Anônimo disse...

Lindo poema!
No espelho sua imagem a mais bela.

Beijos!

Vencer Barreiras disse...

Obrigada pelas palavras....adorei! Que bom que gostou do texto. Venha sempre!!!

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