
Lázaro , Lázaro !
Sou atento ao paraíso que te chamou pelo nome .
quando tudo era silêncio , quando nada se movia.
Porém aqui tudo que escuto é diferente.
aqui os signos tombam e nenhum Deus reverbera.
Será que é medo essas manhãs sem algarismos ?
Também corri atrás da mesma luz que você.
atrás do mesmo chamado , na superfície mais doce da fábula.
E sei do lenho entre as pedras.
dos gestos que não vingam.
mas que se repetem na nossa épica jornada.
Aqui a luz é pouca , Lázaro!
cíclica , foge ao compromisso de ser grande
e não sugere um novo pacto.
Sua tarefa é cada vez mais onerosa.
sem milagres , e sem o brilho secreto para gerar novas sementes.
Apenas esse roteiro indecifrável é a nossa eternidade.
com suas asas , e suas danações.
Aqui a luz é pouca , Lázaro !
mas sou atento aquela voz que te chamou pelo nome .
E de algumas mortes
Também sei voltar .
(Moisés Poeta)
PS: Me encantei com a sensibilidade desse poeta ao escrever em versos palavras tão belas!!! Simplesmente lindo!
2 comentários:
Olá amiga ronia, passei para te deixar um abraço e desejar umalinda noite. Ficarei feliz e agradecida com tua visita ao meu blog. bjuss
Olá Adriana...que bom ver você aqui no meu cantinho e receber um comentário. É claro que passo lá no seu blog. Boa noite p/ você também e apareça mais vezes. Grande beijo!
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