domingo, 30 de outubro de 2011

Trecho de Clarice IV

                        


"Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro…há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma em boi. Assim fiquei eu…Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver. Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma." 


Clarice Lispector (1947 Berna - Suiça)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Vicent Van Gogh

                    


Vicent Williem Van Gogh foi um pintor pós-impressionista neerlandês, frequentemente considerado um dos maiores de todos os tempos. Sua vida foi marcada por fracassos. Ele falhou em todos os aspectos importantes para o seu mundo, em sua época. Foi incapaz de constituir família, custear a própria subsistência ou até mesmo manter contatos sociais. Aos 37 anos, sucumbiu a uma doença mental, cometendo suicídio. 
A sua fama póstuma cresceu especialmente  após a exibição das suas telas em Paris, a 17 de março de 1901.
Van Gogh é considerado um dos pioneiros na ligação das tendências impressionistas com as aspirações modernistas, sendo a sua influência reconhecida em variadas frentes da arte do século XIX, como por exemplo o expressionismo, o fauvuismo e o abstracionismo.   
Durante sua vida não conseguiu vender nenhuma de suas obras de arte.

"Após a experiência dos ataques repetidos, convém-me a humildade. Assim pois: paciência. Sofrer sem se queixar é a única lição que se deve aprender nessa vida." (Vicent Van Gogh)


Fonte: Wuikipédia

Principais obras: 

Os Girassóis
O Quarto de Van Gogh em Arles
Casa Amarela
Os Comedores de Batatas
Auto-retrato

Aprendendo com a vida

                             

É bom aprender...principalmente com as mancadas da vida. A gente cai, mas dá um jeito de se levantar, se reerguer e continuar. Essa é a melhor parte...continuar. Sabemos que lá na frente podemos cair de novo, mas se aprendemos, levantamos de novo. Aí sim a vida é uma graça. Dói às vezes, machuca algumas outras, mas quando se aprende, o sabor é maravilhoso! Colorir o sabor do aprender então, é que nos faz artistas de nós mesmos. Algumas máscaras são impossíveis de não colocá-las...a maioria as usam um dia...mas o importante é saber que essas caem, quando menos se espera. Algumas delas se faz necessário para seguir adiante, só não vale usá-las para machucar. Rir e chorar vale. Sonhar...vale também. Realizar, é a busca constante. Mas o bom mesmo é rir de tudo no final, só assim sabemos que de fato se aprendeu e valeu!

R. Carvalho

sábado, 22 de outubro de 2011

Pensamento



"Todas as manhãs ela deixa seus sonhos na cama, acorda e põe sua roupa de viver."

(Clarice Lispector)








Indicação de Leitura

                                               

Esse livro foi  uma indicação de uma professora da faculdade para realização de um trabalho. Simplesmente fantástico! Adoro livros que nos leva a reflexão, e a pensar sobre os caminhos e escolhas que tomamos em nossa vida. Esse é um deles. É um livro fino e de fácil leitura, porém é preciso atenção.Vale a pena!

Livro: Quem Mexeu no Meu Queijo?
Autor: Spencer Jonshon

"É um livro motivacional, escrito pelo Dr. Spencer Jonsnhon. O livro apresenta uma parábola envolvendo quatro personangens: dois ratinhos e dois "homenzinhos. O livro é uma alegoria que retrata os objetivos que cada um de nós temos e as mudanças a que estamos sujeitos durante a busca desses objetivos. Durante a leitura, o leitor pode observar que a atitude de cada personagem toma diante das adversidades da vida e pode acabar se identificando com um dos personagens". 



Significado da parábola

Na parábola proposta pela obra, os quatro personagens estão em busca de um mesmo objetivo: um posto repleto de queijo. Para os homenzinhos, Hem e Haw, o queijo é uma  metáfora que representa o que eles procuram na vida, seja algo material, um relacionamento, um cargo em uma empresa, etc.

No entanto, os personagens esquecem de que, à medida que fazem uso do queijo, este vai acabando, ou melhor, desgastando. Ao perceberem que o queijo terminou, cada um toma uma atitude diferente - da mesma maneira que cada um de nós, que também assumimos posturas diferentes diante de uma dificuldade, uma mudança. O livro passa, então, a mostrar como cada personagem lida com a mudança e como eles reagem a ela. Durante a leitura o leitor vai aprendendo como enfrentar as mudanças e como adaptar-se a a elas.
A parábola mostra, então, que a vida não é necessariamente um caminho livre de obstáculos mas, sim, uma caminho repleto de sobressaltos e adversidades. A diferença é a maneira com que cada ser humano lida com tais adversidades.

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Poesia


"Eu amo tudo que  foi
Tudo que já não é 
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia."

Fernando pessoa

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Nossa Senhora Aparecida


                            


A sua história tem o seu início em meados de 1717, quando chegou a Guaratinguetá a notícia de que o conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, iria passar pela povoação a caminho de Vila Rica (atual cidade de Ouro Preto), em Minas Gerais.
Desejosos de obsequiá-lo com o melhor pescado que obtivessem, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves lançaram as suas redes no rio Paraíba do Sul. Depois de muitas tentativas infrutíferas, descendo o curso do rio chegaram ao Porto Iguaçu, a 12 de outubro. Já sem esperança, João Alves lançou a sua rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Em nova tentativa apanhou a cabeça da imagem. Envolveram o achado em um lenço. Daí em diante, os peixes chegaram a fuzél para os três humildes pescadores.

Coroa de Ouro e o manto azul

Em 6 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e ofertou à santa, em pagamento de uma promessa (feita em sua primeira visita, em 08 de dezembro 1868), uma coroa de craveja de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com um manto azul, ricamente adornado. 

A rainha e padroeira do Brasil

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, foi proclamada rainha do Brasil e sua Padroeira oficial em 16 de julho de 1930, por decreto do papa Pio XI, sendo coroada. Pela Lei nº 6.802 de 30 de junho de 1980, foi decretado oficialmente feriado no dia 12 de outubro, dedicando este dia a devoção. Também nesta Lei, a República Federativa do Brasil reconhece oficialmente Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.


Dois milagres famosos:

Cavaleiro e a marca da ferradura

Um cavaleiro de Cuiabá, passando por Aparecida, ao se dirigir para Minas Gerais, viu a fé dos romeiros e começou a zombar, dizendo, que aquela fé era uma bobagem. Quis provar o que dizia, entrando a cavalo na igreja. Logo na escadaria, a pata de seu cavalo se prendeu na pedra da escada da igreja (Basílica Velha), vindo a derrubar o cavaleiro de seu cavalo, após o fato, a marca da ferradura ficou cravada da pedra. O cavaleiro arrependido, pediu perdão e se tornou devoto.


Caem as Correntes


Em meados de 1850, um escravo chamado Zacarias, preso por grossas correntes, ao passar pela igreja onde se encontrava a imagem de Nossa Senhora Aparecida, pede ao feitor permissão para rezar.  Recebendo autorização, o escravo se ajoelha diante de Nossa Senhora e reza fervorosamente. Durante a oração, as correntes, milagrosamente , soltam-se dos seus pulsos deixando Zacarias livre.